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Ecos Tenebrosos, Um Tributo A Nagasaki e Hiroshima

Tutu-Marambá, Pesquisas das Artes do Corpo, apresenta

Ecos Tenebrosos, Um Tributo A Nagasaki e Hiroshima

 

No dia 9 de agosto, próxima quinta-feira, às 19 horas, no Parque Kasato Maru, em Sorocaba, o grupo de Performance Tutu-Marambá, Pesquisas das Artes do Corpo, sob a direção de Cleide Riva Campelo, apresentará Ecos Tenebrosos, reverenciando as milhares de vítimas de Nagasaki e Hiroshima, que morreram quando da explosão das duas bombas atômicas, em dois dos atos mais violentos da história da humanidade.

O ano era 1945. Em 6 de agosto, uma bomba de urânio surpreende a população civil de Hiroshima. Em 9 de agosto, uma segunda bomba, desta vez uma bomba de plutônio, cai sobre a população civil de Nagasaki, uma cidade fundada pelos portugueses, que lá aportaram na mesma época em que aportavam no Brasil: início de 1500. A barbárie que essas duas bombas representam exige que uma reflexão sobre a paz seja feita constantemente por todos, como uma forma de se amenizar as cicatrizes profundas desta memória nefasta.

Desde 2008, o grupo Tutu-Marambá tem proposto essa reflexão, ao realizar seu tributo às vítimas de Hiroshima e Nagasaki. Neste ano, a homenagem será realizada no dia da bomba de Nagasaki, 9 de agosto, dia em que o mundo todo ouviu os ecos tenebrosos da destruição.

Neste ato público pela paz, todos são convidados a participar.

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Hiroshima/Nagasaki 2012

Tutu-Marambá: Pesquisas das Artes do Corpo

Cleide

9/agosto/2012

Participantes:
Quitéria

Esdras

Paulo

Alexandre

Ibra

Flavio

Rosaura

Marcio

Aninha

Janice

Fabi

José

Jully

Tato

Olivia

PH

Laureen

Nilze

Tiago

Zeca

Cleide

 

Roteiro

 

  1. Começaremos no portal; cobriremos metade do portal com tule preto, simbolizando o ícone de Nagasaki. Acendemos as tochas que serão levadas por toda a caminhada.
  2. 1 minuto de silêncio.
  3. Tocamos os sinos, todos em círculo, em volta do portal.
  4. Entra o tambor. Entra o domo de Hiroshima e o portal de Nagasaki. Todos entram.
  5. Primeira parada: fonte. Despejamos água, como reverência ao último desejo das vítimas de Hiroshima e Nagsaki, que procuravam por água desesperadamente.
  6. Voltamos. Atravessamos a ponte. Segunda parada. Todos parados sobre a ponte reverenciam as águas do rio que passa embaixo. Joga-se na água uma coroa de flores. Os sinos tocam novamente.
  7. Atravessamos a ponte. Terceira parada. Reverenciamos a pedra (a Terra). Colocamos sobre ela Kannon, a deusa de pedra, deusa de Hiroshima e Nagasaki. Coloca-se outra coroa de flores em frente à pedra. Acendemos os incensos. A deusa Kannon (Jully) dança abençoando a Terra.
  8. Quarta parada. Descemos para soltar os barcos com velas. Pios de pássaro.
  9. Continua a caminhada. Quinta parada. Deixamos o Domo e o Tori no palco de cima com Kannon (Jully). Todas as flores são colocadas dentro do Domo e em volta do Tori.
  10.  Sexta parada. Todos (menos Kannon) descem ao palco embaixo, e deitam-se sobre o lótus vermelho. A deusa asperge água perfumada sobre eles. Todos se levantam e dançam, personificando desejos que foram congelados pelas duas bombas sobre Hiroshima e Nagasaki. As pessoas aparecem: um velho, uma criança, uma grávida, um professor, um apaixonado, um louco – personagens do cotidiano de toda cidade. Todos podem viver mais uns minutos, através de nossa utopia.
  11. O tambor para. É o momento da bomba. Todos voltam à lótus vermelha, portal entre os mundos. Os mortos retornam à sua condição de imortais.
  12. Kannon solta o véu sobre os mortos. Paz às vítimas de Hiroshima e Nagasaki. Paz ao mundo.
  13. O tambor volta a soar. Todos se levantam e sob o véu caminham até o palco de cima onde Kannon dança em redor do Domo e do Tori. Sétima parada. Forma-se um círculo. O tambor para. Chuva de rosas e tsurus sobre o Domo e o Tori. Que os sonhos possam mais que as bombas!