Zumbis Sem Sepultura

De: Cleide Riva Campelo
Enviada em: domingo, 23 de novembro de 2008 13:10
Para: ‘Tiago Macambira’
Assunto: zumbis sem sepultura

Ti

O domingo amanheceu lindo: sol de verão. Tem vento. Agora já umas nuvens. Talvez até chova. Tudo será benvindo e incluído em nosso trabalho. Estamos conectados na energia dos elétrons que nos carregam até você aí em Paris, e nas que carregam você de volta até nós, aqui na nossa sede na Terra Rasgada. Estamos felizes e já concentrados para o trabalho.

O nome de nossa performance “Zumbis Sem Sepultura” foi colhido em música Identificação do TomZé, claro. Aqui vai nosso roteiro musical (ainda in progress)

  1. Saudação ao Orixá da Comunicação e dos Entroncamentos e Encruzilhadas.
  1. Abertura: Camille Saint-Saëns, Tortues, do Le Carnaval des Animaux. Saint-Saëns foi um grande compositor francês que tocou no Brasil ; e a tartaruga (tortues) é o símbolo universal da Terra. Vamos com ela.
  1. Saudação à Terra: Dança tropeira – Fandango, pelo grupo Os tropeiros de Tatuí
  1. Reza Tupiniquim:  TomZé, Dona Divergência, composição de Filisberto Martins e Lupicínio Rodrigues.          A letra:

Oh Deus, que tens poderes sobre a Terra/Deves dar fim a essa guerra/E as desgostos que ela traz/Deves encher de flores os caminhos/Mais canto entre os passarinhos/Na vida maior prazer/E assim, a humanidade seria mais forte/Ainda teria outra sorte/Outra vontade de viver/Não vás, bom Deus/Julgar que a guerra de que estou falando/É onde estão se encontrando/Tanques, fuzis e canhões/Refiro-me à grande luta em que a humanidade/Em busca da felicidade, combate pior que os leões/ Onde a Dona Divergência com o seu archote/Espalha os raios da morte/A destruir os casais/E eu, combatente atingido/Sou como um país vencido/Que não se organiza mais.

  1. No País dos Tons: Pato Preto, Tom Jobim
  1. Polifonia: Todas as Vozes do Brasil –  Bate-Boca, TomZé
  1. Despedida: O Salto, O Rappa, e fala de Waly Salomão; álbum O Silêncio Que Precede O Esporro, Rappa

 

Estamos aqui. Somos todos coração e ouvidos.

Muitos beijos,

Cleide

P.S. Hoje no Suplemento da Folha SP a homenagem é para Lèvy-Strauss, vivo aí na França, 100 anos, grande antropólogo dos índios do Brasil, grande professor da USP. Tem um artigo dele sobre o não-papel do Papai Noel em nossas vidas. Vamos homenageá-lo, também!