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O Grupo

Nasceu oficialmente ontem, dia 9 de julho de 2008, Tutú-Marambá, um grupo de pesquisadores e artistas que estão se lançando nos estudos das artes do corpo, dentro da contemporaneidade, em seu sentido mais amplo, que inclui, naturalmente, a retomada de todos os tempos, desde os mais arcaicos. Ser contemporâneo é, no que buscamos entender, ter noção exata de que o espaço-tempo virtual anda para todos os lados: portanto, nossa flecha do tempo está direcionada como um espelho, para o nosso presente; como um oráculo, visando o futuro; como uma grande avó afroíndiaportuguesa, cantando cantigas do mais remoto passado. Queremos ter fôlego para esses três deuses; vamos construir o estofo necessário para todo o nosso imenso desejo de conhecer e experimentar. Pedimos a bênção de todos os deuses, vindos de todas as culturas, para que nos protejam contra as dificuldades da vida, que nos livrem de nossos próprios preconceitos e amarras, que nos dêem força e sabedoria para que saibamos construir uma tribo livre, de espírito solidário e alegre, sempre conectados com a vida, como os afroindígenas brasileiros e de espírito intrépido nas aventuras, como os navegadores portugueses.

Pois estamos sonhando alto: voar como os pássaros, discernir como os velhos, ecoar como os mortos assombrando e lançando poesia sobre o sono dos vivos, lançar a flecha como um índio, lutar como um filho de Ogun, dançar como o vento ao som do Big-Bang parte 2, ressoando lá das terras suíças do CERNS, espalhar cantigas de ninar e de acordar: acalanto e espanto ao mesmo tempo. É a proposta do jogo que estamos buscamos concretizar em nossos corpos.

Assim, nessa busca por alegria, liberdade e vida tribal, vida compartilhada, estamos trazendo sentidos novos para dentro de nossas vidas, reiventando nossas infâncias e adicionando sabores novos e inesperados para o dia-a-dia de nosso futuro.

Quem nos ouvir, quem se propuser a nos acompanhar nesta jornada, a nos ver e a nos contar e ensinar coisas, também será, antropofagicamente, parte de nós. Então, nossa roda Tutú-Marambá será sempre revigorada por mais um que nos dê as mãos e gire com a gente. O jogo começou ontem e, como uma bola, vamos esperar que ele nos surpreenda em seu giro contínuo, sempre possível de ser renovado.

Sobre o Grupo

Tutu-Marambá: Pesquisas das Artes do Corpo, nasceu em 2008 e possuí 22 artistas integrando seu conjunto fixo. Sob direção da Dra. Cleide Riva Campelo, desenvolveu ao longo de seis anos mais de vinte performances e diversas oficinas. Executaram durante sete anos rito-performances em tributo as vitimas de Hiroshima e Nagasaki na praça Kasato Maru, em Sorocaba/SP.


 

O “TUTU-MARAMBÁ: Grupo de Pesquisas das Artes do Corpo” tem por finalidade:

a – desenvolver e apresentar pesquisas sobre arte, comunicação  e cultura.
b – pesquisar as diversas linguagens ligadas especificamente à arte da performance e às artes cênicas em geral.
c – pesquisar as diversas linguagens ligadas às artes do corpo.
d – manter um grupo de pesquisadores da performance e das artes do corpo em atividade.
e  – promover palestras, encontros, seminários, e oficinas sobre arte, comunicação e cultura, sobre a arte da performance e sobre os estudos das artes do corpo.


 

FICHA TÉCNICA

Direção Cleide Riva Campelo
Video-arte Beto Rocha
Fotografia Nilze Campos, Tiago Macambira
Comunicação Marcio Moraes, Mauricio Felippe

Performers (Ordem Alfabética)

Alexandre Ventris, Diana Oliveira, Eros Valério, Esdras Nuño, Fabiana Santa, Flávio Queiroz, Ibraim Ramos, Janice Macedo, José Redini, Juliana Campeão, Márcio Moraes, Mauricio Felippe, Mônica Messias, Paulo Farias, Quitéria Maria,  Rosaura Mello, Silvana Sarti e Tiago Macambira.