Aquecendo os Tambores

Backstage

Outubro, 2008….

Cleide Riva Campelo

Então, começa Outubro e nossos novos projetos vão tomando corpo.

Dia 7 de setembro, estivemos no programa ProvocareFM na rádio JovemPan, onde em entrevista de uma hora a Miriam Cris Carlos pudemos falar de nossos projetos. O grupo Tutu-Marambá vai ganhando mais visibilidade e, conseqüentemente, mais responsabilidade.

Estamos, desde 13 de agosto deste ano, fazendo aulas de língua e cultura japonesa com Pedro Aduan. Tem sido uma bela experiência de preparação corporal. Foi uma intuição que tive, depois do Totoró-Acã, buscando afinar mais nossos corpos para o trabalho de dezembro, quando faremos uma aproximação entre a cultura indígena brasileira e a cultura japonesa, através de seus Ainu (povo indígena japonês).

Durante um mês, acompanhamos os ensaios de Taikô, de um grupo de jovens de Sorocaba. Colhemos muitas informações para o nosso trabalho.

Participamos, como observadores, do I Japão ExpoFest e aprendemos muito. Até participamos das danças Bon Odori, que temos ensaiado todo final de aula de japonês, às quartas-feiras. Passamos no teste! Já temos 3 coreografias prontas, de danças japonesas.

Nas próximas semanas, vamos iniciar as aulas de caligrafia japonesa!

Domingo, dia 28 de Setembro, começamos o Ciclo Interno de Arte e Cultura Japonesa e Brasileira do Tutu-Marambá. Vimos um vídeo do bailarino e pesquisador Denilto Gomes, um dos mais importantes nomes da dança contemporânea do Brasil (que teve como mestres a querida Janice Vieira, no início de sua carreira, e Takao, em seus últimos anos) e assistimos ao filme “Também Fomos Felizes”, do diretor Yasujiro Ozu (filme de 1951). A cada domingo estaremos trabalhando questões de arte e cultura dos dois países.

Estamos trabalhando para tornar possível uma outra proposta de trabalho muito importante para o final de Novembro, em parceria com Pablo Fagundes (www.myspace.com/pablofagundes) . A possibilidade deste encontro também nasceu de uma intuição, quando fazíamos as oficinas na Grande Otelo. A cena do julgamento foi gestada, desde o primeiro momento, para ter um músico tocando gaita ao vivo. Os movimentos e o lugar pediam exatamente isso. Quando conheci Pablo Fagundes naquelas semanas, num especial da TV SescSenac, sabia que era ele exatamente quem eu gostaria de ter na cena. Como Pablo estaria nos Estados Unidos, na época de nossa apresentação do Primeiras Notícias do Tutu-Marambá, o sonho foi adiado, e Bob Dylan veio para nos socorrer, em gravação, claro.

Mas, Pablo é incrível: está aceitando o desafio de fazer uma parceria com o nosso grupo e estamos nos acertos finais para tornar este sonho uma concretização instigante e que dará asas a muitos novos vôos. Logo falaremos mais sobre este projeto que está, a cada dia, ganhando corpo.

Assim começa Outubro. Quando o fôlego das Primeiras Notícias de Tutu-Marambá e do Tororó-Acã começa a ser recuperado, lá vem uma nova onda, e mais outra, e aqui vamos nós, tecendo como os galos, como bem disse o poeta João Cabral de Melo Neto, com o nosso canto, com a nossa dança, com a nossa curiosidade, tecendo cada manhã. É de trabalho árduo e é de sonhos que nutrimos nossos corpos de artistas.

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