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Jauára Ichê. Oficina n.8: Nós, Os Fantasmas do Futuro

Jauára Ichê. Nós e Entremeios da Cultura Antropofágica
Oficina Grande Otelo/Cleide Riva Campelo, 19/3/2014
Oficina n.8: Nós, Os Fantasmas do Futuro

Ficamos com a obrigação de uma desforra, ante o arrebatamento que o Passageiro Estranho de Peer Gynt provocou na gente, na última oficina. Nesta quarta, fomos preparados. Nós é que estamos gestando o futuro, Sr. Peer Gynt. Nós é que somos os “cadáveres adiados”, Sr. Fernando Pessoa. Nós é que somos os fantasmas do amanhã, Sr. Soldador das Almas. E partimos para cima.
De inspiração, tivemos a parceria inicial dos grafismos indígenas e do imprinting africado, por Fatumbi Verger. Vestimos nossas túnicas de algodão cru, para nos desnudar em seguida: trocar a pele do presente, para seguir as pistas de ecos de personagens nossas que, por acaso, quisessem passar por entre a gente. Permitimos que nossos corpos presentes fossem um elo entre o passado e o futuro. Éramos serpentes, que viravam pontes, que viravam vento, que viravam curvas do caminho, que viravam.
Villa-Lobos nos conduziu com sua Gênesis, Erosão (Origem do Rio Amazonas), Amazonas, e Alvorada na Floresta Tropical. Enquanto a Oficina G.O. ia se transformando num terreiro (para quem já foi sala de júri!!!), nós deixamos que nossas mãos conduzissem as imagens que brotavam do nosso corpo: tudo registrado em longos panos de algodão, que passavam no meio do palco, feito os leitos dos rios. Registramos ali nossas mensagens para o futuro. Quem viver, lerá!

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