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Jauára Ichê. Oficina n.2: Tramas do Olhar: O Outro Que Vê O Mundo Através de Mim

Jauára Ichê. Nós e Entremeios da Cultura Antropofágica
Oficina Grande Otelo/Cleide Campelo, 29/1/2014
Oficina n.2: Tramas do Olhar: O Outro Que Vê O Mundo Através de Mim

Começamos com a troca de olhares entre os moradores da terra e os navegantes portugueses. Tudo teve que ser reinventado, desde sempre.
Para nós, moradores das cidades contemporâneas, também. Outra vez nômades, ficamos, às vezes, à deriva do vento e da luz. Se desligarmos nossos desejos da tomada, o que sobraria?
Os nômades tem a riqueza nos pés. Por isso olhamos nossos pés hoje, para reinventá-los.
Os pés são a realidade da natureza; os olhos são construção semiótica. São em nossos pés, no movimento, no fazer animal, que devemos confiar, sem teorias ou mapas. Os pés sabem. Os pés chegam aonde queremos. Os pés são o próprio caminho.
Villa-Lobos nos empurrou com o Ualalocê (visão dos navegantes) da suíte Descobrimento do Brasil n.3. E aí os indígenas da terra e os portugueses dançaram e cantaram juntos, nas canções recolhidas no Teatro do Descobrimento (A. M. Kieffer). E por fim Pink Floyd trouxe seu “Another Brick on the Wall” part I. Porque tudo o que somos é só mais um tijolo nesta gigante parede que é a vida. Mas, cada tijolo é único, sempre.
Menos ambição, mais movimento – este foi o lema de hoje. E, enquanto caminhamos, “sem lenço e sem documento”, vamos desenvolvendo uma nova escuta para destrinchar quem somos, afinal. Tem alguém aí? (Outro Pink Floyd para o próximo encontro: “Is There Anybody out There?”)
Bora caminhar!

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