Fim de Feira

Hoje, quarta, dia 28 de Novembro, 19:30, aqui em nossa casa/sede/ninho/fenda, retomamos nossos encontros Tutu-Marambá, com nossos estudos sobre o corpo e os espaços públicos. Na verdade, corpo e espaço. Ritmos. Música.
No último encontro, vimos Fim de Feira, de Teca de Brito e H.J. Koellreutter. Depois, cada tutu ganhou uma massagem coletiva: a sala virou um templo e o grupo virou uma porção de monges tibetanos, imagem linda captada pela câmera. Corpo e espaço recriados.
Hoje continuaremos com Koellreutter. E teremos o pensamento de Gaston Bachelar e Vilém Flusser, sobre corpo e espaço.
Uma palhinha de Bachelar: “Assim a casa sonhada deve ter tudo. Por mais amplo que seja o seu espaço, ela deve ser uma choupana, um corpo de pomba, um ninho, uma crisálida. A intimidade tem necessidade do âmago de um ninho.”
E Vlusser: ” O habitual não é percebido. O hábito é capa opaca que encobre o ambiente. Na paisagem pátria somente percebemos eventos, não as estruturas fundantes. Se atualmente são as estruturas fundantes que nos chocam no ambiente, é que houve transformação das estruturas. A recodificação do nosso mundo pelos aparelhos tornou estranho nosso mundo. Somos desenraizados, porque o chão no qual as nossas raízes repousam sofreu tremor tectônico.”
Assim, buscando os possíveis ninhos e as possíveis rachaduras que o tempo foi imprimindo em nossos corpos, em nossa cidade, vamos continuar a ouvir os sons que continuam a ecoar de Koellreutter. E vamos criando o nosso próprio som, o nosso próprio caminho.
Viva Tutu-Marambá!

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